sábado, 8 de outubro de 2011

140 é uma nova fase





A Lua preta no céu és tu às voltas com a morte. Um sapato, um cão, uma orelha, uma fivela de um cinto que caiu em desuso és tu também às voltas com tudo. A ver-te passar como és nas mãos abertas à tua espera, um suspiro de cão à Lua que aceita convites que se instalam ao desredor maravilhado do olhar, és, igualmente, tu. A tua árvore preferida plantada debaixo de um banco de jardim. Ali ao lado outro sapato, um homem sem sapatos, um lago verde. Uma mão perdida num aceno vago, indecisa. Uma mão lava, a outra encolhe. Chamas, por fim, alguém sai ai teu encontro.